Automação na lavagem de veículos impulsiona receita

A instalação de sistemas automatizados de lavagem de veículos vem se consolidando como uma alternativa estratégica para postos de combustíveis e outros estabelecimentos comerciais, como supermercados e atacarejos. Além de gerar uma nova fonte de receita, o serviço contribui para ampliar o fluxo de clientes e potencializar o consumo de outros produtos no ponto de venda.

No Posto Rodoanel Sul, localizado em Embu das Artes (SP), a decisão de investir na lavagem automatizada teve como objetivo diversificar os serviços e aumentar a rentabilidade do espaço. “Buscávamos aproveitar melhor o fluxo de veículos que já atendemos diariamente. A automação nos trouxe uma operação mais eficiente e com baixo custo operacional”, afirma Andreia Almeida, proprietária do posto.

Segundo ela, após cerca de dois anos de funcionamento, os resultados se tornaram consistentes. “Monitoramos indicadores como faturamento, número de lavagens e reflexos no ticket médio. Além disso, o serviço aumentou a movimentação geral do posto e atraiu novos clientes”, relata.

O avanço da automação no setor acompanha mudanças no comportamento do consumidor e restrições cada vez maiores à lavagem doméstica de veículos. De acordo com Márcia Santos, à frente da Aliare Consultoria, especializada em projetos de lavagem automatizada, reúso de água e eficiência ambiental, a tecnologia transformou o carwash em uma operação mais controlada e previsível.

“A lavagem automatizada reduz drasticamente a dependência de mão de obra, diminui custos operacionais e permite gestão precisa do faturamento. Além disso, a rapidez do serviço e o funcionamento em horários estendidos atendem uma demanda que a lavagem manual já não consegue suprir”, explica.

Na prática, os números reforçam a atratividade do modelo. Em projetos estruturados pela Aliare, o investimento médio é de R$ 675 mil, incluindo máquina automática, obras, infraestrutura, implantação, marketing e treinamento. Em até 24 meses de operação, essas unidades podem ultrapassar 40 mil lavagens realizadas, com ticket médio de R$ 28,00 e faturamento acumulado próximo de R$ 1,13 milhão. Com custos operacionais em torno de 7%, o lucro operacional mensal varia entre R$ 40 mil e R$ 45 mil, e o payback ocorre, em média, entre 15 e 18 meses.

Após esse período, segundo Márcia, a operação passa a gerar caixa recorrente, com demanda contínua e alta rotatividade. “Trata-se de um serviço padronizado, ambientalmente correto e que agrega valor ao posto, funcionando todos os dias do mês e podendo ser replicado em outros pontos de alto fluxo”, destaca.

Os benefícios também vão além da receita direta da lavagem. Em alguns casos, a implantação do serviço contribui para aumentar o fluxo geral do posto, com reflexos no abastecimento e na loja de conveniência. “Há projetos em que a galonagem cresceu cerca de 20% após a entrada da lavagem automatizada”, afirma a especialista.

Experiências distintas confirmam o potencial do modelo. Liliana Mezzina, da Rede Macan de Postos, que implantou a lavagem automatizada no Posto Automix, em São Bernardo do Campo (SP), conta que o investimento surgiu a partir da necessidade de ocupar um espaço ocioso e modernizar o ponto de venda. “Foi uma forma de diversificar a receita e oferecer um diferencial ao cliente. O retorno varia conforme o perfil do posto, mas os resultados começam a aparecer com o acompanhamento do volume de lavagens”, avalia.

Para os investidores, o suporte técnico e estratégico também é um fator decisivo. A Aliare atua desde o estudo de viabilidade até o acompanhamento da operação, oferecendo mais segurança na tomada de decisão. “Quando bem planejada, a lavagem automatizada se consolida como uma unidade de negócio rentável e sustentável no longo prazo”, conclui Márcia Santos.

 

Crédito Imagem: Divulgação/ POSTO AUTOMIX

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