Infraestrutura digital assume papel central nas operações críticas de óleo e gás

O setor de Óleo e Gás opera com alta eficiência de uso de dados, liderando o uso de simulações e análises preditivas suportadas pelos supercomputadores mais potentes do continente. O desafio atual não é apenas processar, mas descentralizar: a expansão rápida da computação em nuvem, edge computing e hiperautomação exige uma infraestrutura hiperconectada de baixíssima latência entre plataformas/refinarias e centros de controle/unidades de distribuição. Nesse cenário de alta dependência digital, a conectividade e a proteção cibernética avançada deixaram de ser suporte técnico e tornaram-se os pilares inegociáveis de sobrevivência, continuidade e resiliência do negócio.

Para a TIVIT, multinacional do Grupo Almaviva e líder em soluções digitais, é fundamental garantir o fluxo contínuo e blindado de dados desde a cabeça do poço nas plataformas offshore, passando pelas plantas de refino onshore, até a distribuição final. Manter essa linha vital operando em alta performance traz um duplo benefício ao negócio: Mais do que evitar perdas, a arquitetura de alta disponibilidade eleva a performance do negócio. Com dados trafegando em tempo real e de forma segura, as operadoras conseguem otimizar o fluxo de extração, refinar com maior precisão e acelerar a tomada de decisão, convertendo a hiperconectividade em aumento direto na margem de lucro e no retorno sobre os ativos.

Segundo Renato Silva, Head da vertical de Óleo e Gás da TIVIT, “à medida que o setor avança para operações mais autônomas, a infraestrutura passa a ser o elo que sustenta toda a cadeia. Nosso papel é garantir que esse fluxo de dados seja contínuo, seguro e resiliente, do poço ao posto. Isso inclui gerenciamento de redes, transmissão de dados, automação e telecontrole, telemetria e soluções de IoT para monitoramento remoto”, afirma.

O especialista destaca ainda que essa infraestrutura não deve existir apenas em salas de dados refrigeradas. Diferentemente de outros setores, o óleo e gás exige que ela funcione em ambientes hostis, zonas de alta periculosidade e áreas de operações críticas. Neste cenário, ganha força o modelo de equipes multidisciplinares que combinam competências de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (TO). Esses profissionais são responsáveis por instalar, manter e garantir o funcionamento de sistemas críticos, incluindo redes, automação industrial e dispositivos de campo, sempre alinhados às normas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS). A atuação integrada dessas frentes é essencial para assegurar que a digitalização não aumente riscos operacionais.

“Esses especialistas são preparados para lidar simultaneamente com riscos cibernéticos e físicos, seguindo protocolos rigorosos de segurança e garantindo a continuidade das operações mesmo em cenários adversos”, comenta Ivan.

O domínio profundo da cadeia de valor de Óleo e Gás, somado à orquestração precisa entre TI e TO, é o que transforma a tecnologia de um centro de custo em um motor de rentabilidade para o negócio. Ao alinhar os sistemas corporativos à realidade física das plataformas e refinarias, se cria uma operação verdadeiramente resiliente, capaz de antecipar falhas antes que elas impactem a produção e de absorver oscilações de mercado sem perder o ritmo. O resultado direto dessa sinergia é um salto expressivo na performance operacional: com processos hiperautomatizados, dados protegidos e redes de baixíssima latência, o tempo de ciclo de decisão é drasticamente reduzido. Isso maximiza o fator de utilização dos ativos, elimina desperdícios na cadeia logística e blinda a receita contra o downtime, convertendo a estabilidade tecnológica em aumento real da margem de lucro e em valor sustentável para o negócio.

A combinação entre infraestrutura resiliente, conectividade segura e equipes multidisciplinares tem se consolidado como um dos principais pilares para sustentar a digitalização no setor de óleo e gás. “Mais do que viabilizar inovação, essa base tecnológica é hoje determinante para assegurar eficiência operacional, reduzir riscos e manter a competitividade em um mercado cada vez mais orientado por dados”, finaliza o especialista.

 

Crédito Imagem: Divulgação

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