Pneus na chuva: verão 2026 traz alerta de altas temperaturas e chuva acima da média

O verão 2025/2026 no Hemisfério Sul começou em 21 de dezembro de 2025 e segue até 20 de março de 2026. A estação deve ser marcada por temperaturas acima da média histórica em grande parte do país e por volumes de chuva acima do normal na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul. Um cenário que exige atenção redobrada dos motoristas, especialmente com as condições dos pneus, que são decisivos para a segurança em pistas molhadas.

Segundo previsões de estudos conjuntos do INMET, Inpe e Funceme, o trimestre do verão é tradicionalmente chuvoso em boa parte do Brasil, com ocorrência frequente de tempestades severas, acompanhadas de ventos fortes, descargas elétricas e, em alguns casos, granizo. Para este verão, a tendência é de chuva acima da média em grande parte da região Norte e no Rio Grande do Sul, enquanto áreas do Nordeste, Sudeste e partes do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo da média climatológica.

Com pistas molhadas e menor aderência, pneus em más condições aumentam significativamente o risco de aquaplanagem e acidentes. “O pneu é o único ponto de contato do veículo com o solo. Em situações de chuva intensa, problemas como desgaste excessivo, irregular ou deformações na estrutura comprometem seriamente a segurança”, alerta Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ).

Manter os pneus em bom estado de conservação é essencial. Desgaste irregular, abaixo do limite mínimo na profundidade dos sulcos da banda de rodagem (chamado TWI – Indicador de desgaste), bolhas, cortes ou sinais de ressecamento indicam a necessidade de substituição imediata. Além disso, é fundamental observar o prazo de validade, que geralmente é de até cinco anos a partir da data de fabricação. Mesmo pneus com pouca rodagem podem se deteriorar com o tempo.

“A data de fabricação está na lateral do pneu: os dois primeiros números indicam a semana e os dois últimos, o ano (“3024″ significa 30ª semana de 2024). Esse cuidado deve incluir também o estepe, que muitas vezes é esquecido, mas pode ser decisivo em uma emergência”, reforça Xavier.

Outro ponto importante é verificar se os pneus, sejam novos ou reformados, possuem o Selo de conformidade compulsório do Inmetro, que comprova que o produto passou por ensaios rigorosos de segurança e desempenho, como Eficiência Energética (consumo de combustível), Aderência em Piso Molhado (segurança na chuva, distância de frenagem) e Ruido Externo (conforto acústico). “O selo é uma garantia mínima de que aquele pneu atende aos requisitos técnicos exigidos no Brasil, afirma o vice-presidente da ABRIQ.

A regulamentação do Inmetro classifica o “Desempenho em Pista Molhada”, critério que deve ser levado em conta na hora da compra. A recomendação é optar por pneus com classificação A ou B, que oferecem melhor capacidade de frenagem e aderência em superfícies molhadas.

 

Calibragem e balanceamento

Além do estado geral dos pneus, a calibragem correta, conforme o manual do veículo, é indispensável. Pneus murchos ou excessivamente cheios perdem eficiência, desgastam mais rápido e aumentam o consumo de combustível. O balanceamento também deve ser verificado periodicamente, pois garante a distribuição uniforme do peso entre as rodas, evitando vibrações, desgaste irregular e problemas na suspensão e na direção.

“Com um verão que deve combinar calor intenso e chuvas acima da média em regiões importantes do país, manter os pneus em perfeito estado é uma das formas mais simples e eficazes de reduzir o risco de acidentes. Cuidar dos pneus é cuidar da própria vida e da vida de quem está no trânsito”, conclui Xavier, vice-presidente de ESG da ABRIQ.

 

Crédito Imagem: Divulgação

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