O OTIC – Centro de Inovação em Tecnologia Offshore inaugurou, no dia 15, sua sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), marcando um novo avanço na pesquisa e inovação em sistemas offshore no Brasil. O centro tem foco no desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a descarbonização e aumentem a eficiência da indústria de energia.
A cerimônia reuniu representantes das instituições parceiras – Shell Brasil, Universidade de São Paulo, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), além de autoridades, pesquisadores e lideranças da indústria, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa.
Durante o evento, foram apresentados quatro novos laboratórios associados, que expandem a infraestrutura de pesquisa do centro e sua capacidade de atuação. Os espaços ampliam a atuação do OTIC em áreas como simulação avançada, digitalização e monitoramento de sistemas offshore, consolidando-o como uma plataforma de desenvolvimento tecnológico aplicado. São eles:
- COSMOS – Centro de Operações de Sistemas e Simulação Multipropósito
- NAVE Lab – Laboratório de Navegação e Ambientes Aumentados e Virtuais
- SPOT Lab – Laboratório de Percepção Social da Tecnologia
- DOL – Laboratório Oceano Digital
Com foco na criação de soluções tecnológicas para o setor offshore, o OTIC nasce com a missão de atuar na interface entre indústria, governo e academia, promovendo avanços em áreas estratégicas como descarbonização, eficiência operacional e novas fronteiras energéticas. A iniciativa reforça seu compromisso de conectar atores, desenvolver conhecimento e impulsionar a inovação.
“A inauguração da sede do OTIC representa mais um passo na estratégia da Shell de promover inovação por meio de parcerias no Brasil. Ao integrar indústria, academia e governo, o centro cria um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que contribuam para a descarbonização e para o aumento da eficiência das operações offshore. Nosso objetivo é transformar conhecimento em aplicações práticas que apoiem a evolução do sistema energético”, afirma Manoela Lopes, diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil. A companhia está investindo R$ 49 milhões na iniciativa, por meio da cláusula em Pesquisa Desenvolvimento & Inovação da ANP.
“Uma parceria que nós chamamos de tripla hélice, ou o cordão de três dobras que não se rompe facilmente. Porque no OTIC nós temos um exemplo de integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva da energia, com parcerias fortes de longo prazo, onde podemos construir um centro de pesquisa de fato disruptivo e transformador”, disse Gustavo Assi, diretor científico do OTIC.
A programação incluiu ainda visita às instalações e laboratórios, permitindo aos convidados conhecer de perto as capacidades tecnológicas e os projetos em curso.
Investimentos em tecnologia como o OTIC continuam a suportar o posicionamento do Brasil como protagonista na transformação da indústria offshore, gerando soluções para desafios reais e ampliando a colaboração entre instituições de excelência e a capacidade científica nacional.
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