Marlon Arraes, Secretário substituto de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) indicou o início dos testes de aumento de mistura de biodiesel ao diesel a partir de maio. Ele fez a afirmação, nesta quinta-feira (23/4), durante evento em São Paulo promovido pela Associação das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).
“Sem dúvida, o início da testagem é uma boa notícia por que abre caminho para consolidação do setor e permitirá avanço para B16 (16% de biodiesel misturado ao diesel fóssil) ainda em 2026”, disse Jerônimo Goergen, Presidente da APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil). “O setor vai apoiar o processo para que ao longo do trâmite possamos chegar a essa primeira decisão do aumento da mistura ainda este ano”, destacou.
Após essa fase, os estudos também devem avaliar a viabilidade de elevação gradual até 20%, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro.
Para Goergen, o país tem uma grande oportunidade para reduzir a dependência de importação de diesel fóssil e garantir previsibilidade de preços. Segundo ele, “o setor está pronto para aumentar a produção e inclusive já se dispôs a ajudar a financiar os custos da testagem”.
Segundo Arraes, os testes vão verificar o comportamento tanto dos motores, quanto do diesel com teores maiores do biocombustível e vão dar segurança para avançar [na mistura] aqui [no Brasil] e lá fora, por quê não na América do Sul.
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