A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Petrobrás participam nesta semana, entre os próximos dias 10 e 12, do Fórum Brasil Soberano, no Rio de Janeiro, que vai discutir os rumos do sistema Petrobrás, o papel de suas subsidiárias e os desafios que se colocam sobre os trabalhadores. A FUP quer trazer para o centro dos debates a proposta de criação de um novo modelo de integração entre a Petrobrás e suas subsidiárias, que garanta a eficiência e sustentabilidade das empresas, para além do resultado financeiro.
A proposta passa pela possível centralidade nas decisões entre holding e subsidiárias, e pretende aprofundar a discussão sobre redistribuição das atividades do sistema Petrobrás, com as possibilidades, por exemplo, de junção de subsidiárias, como a TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil) e Transpetro, de compra de maior participação na Logum, e de retomada da distribuição de gás e combustível, sendo estas alocadas na área de logística da Petrobrás.
Nesta sugestão de rearrumação, a FUP ressalta a participação dos trabalhadores, que, segundo a federação, devem ser estimulados à mobilidade interna entre as áreas do sistema, através de cessões ou de seleção via concurso público. Valorizar a mobilidade interna é investir no potencial e na expertise dos trabalhadores. Além disso, uma empresa prestando serviços para as outras aumenta a interação operacional do sistema.
Na visão da FUP, várias atividades profissionais poderiam ser transformadas em centros únicos de especialidades, como um centro único de serviços compartilhados, um único jurídico, uma única Tecnologia da Informação (TI). Ou seja, a contribuição dos trabalhadores não ficaria limitada a suas subsidiárias.
“Entendemos que a relação entre as empresas do sistema Petrobrás deve ser integrada, garantindo, inclusive, relações contratuais entre si, como no que se refere a tarifas contratuais entre Transpetro e Petrobrás, ao fornecimento de matéria prima da holding para suas unidades, como as de fertilizantes, conforme ocorreu na Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen-PR)”, destaca a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.
Em sua opinião, “o papel esperado para a holding deve ser sempre de fortalecer o sistema de forma integrada, e não na relação de parcerias com empresas privadas ou estatais de outros países, e não contribuindo para o desmonte e para a privatização”.
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