Etanol puxa queda dos combustíveis no Sudeste em junho

Dados da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, apontaram que, em junho, o Sudeste registrou um cenário de queda nos preços dos combustíveis na comparação com o mês anterior. O etanol apresentou um recuo de 4,10%, com preço médio de R$ 4,21, o valor mais baixo do país no período. Os dois tipos de diesel também ficaram mais baratos: o comum caiu 2,12% (R$ 6,93), enquanto o S-10 recuou 1,10% (R$ 7,17). A gasolina acompanhou a tendência de baixa, registrando uma leve redução de 0,30% e média de R$ 6,62. Na contramão, o GNV obteve a maior alta do período: 4,73%, com preço médio de R$ 4,65.

Entre as regiões, São Paulo destacou-se pela redução expressiva do etanol, de 4,74% que fixou o preço médio em R$ 4,02, o menor valor do país. O diesel S-10 acompanhou o movimento de baixa e atingiu R$ 7,14 (-1,38%). Por outro lado, o Espírito Santo concentrou os maiores preços do Sudeste. Apesar de registrar queda na maioria dos combustíveis, o estado fechou o mês com as médias mais altas, com destaque para o diesel comum, comercializado a R$ 7,30 (-0,54%). A única exceção capixaba foi o GNV que, mesmo após uma alta de 1,18%, registrou o menor preço médio da região: R$ 4,30.

“O mês de junho foi marcado por um alívio expressivo para os motoristas, especialmente para aqueles que utilizam o etanol e o diesel. A queda de mais de 4% no etanol e o recuo consistente nos dois tipos de diesel mostram um momento de acomodação de preços que favorece o abastecimento. Mesmo com a gasolina apresentando instabilidade, o cenário geral foi altamente positivo para o bolso do consumidor. O levantamento aponta que o biocombustível é a alternativa economicamente vantajosa em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro, enquanto a gasolina permanece como a melhor escolha no Espírito Santo. É fundamental ressaltar o papel ambiental do etanol. Como combustível renovável e de baixo impacto poluente, ele desempenha um papel estratégico na transição para uma mobilidade de baixo carbono”, analisa Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.

 

Crédito Imagem: Canva

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