Justiça condena Petrobrás por conduta abusiva na Replan

A Justiça do Trabalho condenou a Petrobrás por condutas consideradas abusivas contra uma trabalhadora da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. A decisão, de primeira instância, reconheceu a ocorrência de práticas relacionadas à gestão abusiva e ofensas no ambiente de trabalho.

O caso foi analisado após apuração interna realizada pela própria Petrobrás, que identificou indícios de assédio moral contra a trabalhadora. A sentença considerou os elementos apresentados no processo e reconheceu a responsabilidade da empresa pelas condutas praticadas no ambiente profissional.

Cibele Vieira, coordenadora-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que a Petrobrás tem avançado nas políticas de combate à violência, mas que o machismo é estrutural e o combate não é fácil. “Mesmo reconhecendo as práticas abusivas, internamente nada aconteceu concretamente, quem praticou o assédio moral continua no cargo e a vítima não teve qualquer tipo de reparação. Foi necessário recorrer à justiça para conseguir pelo menos uma indenização simbólica”, explicou. A decisão ainda está sujeita a recurso.

 

Imagem gerada por IA

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