O preço do diesel S10 registrou uma escalada de 29,45% em apenas um mês no Brasil, gerando uma pressão imediata sobre os custos logísticos nacionais, de acordo com levantamento da TruckPag, empresa de tecnologia de pagamentos com soluções completas para frotas pesadas, que acompanha a escalada de valores e o cenário impulsionado pela guerra desde março. Agora, de acordo com levantamento inédito realizado em 20 de abril, é possível considerar um recuo no preço médio nacional; porém, o transportador ainda paga 21,81% a mais que antes.
Os dados da empresa são baseados em transações reais de abastecimento realizadas em todo o Brasil, o que permite acompanhar a evolução dos preços ao longo da semana e antecipar tendências que só seriam divulgadas posteriormente por indicadores oficiais. Esse tipo de variação frequente, além de impactar diretamente a operação logística, também começa a trazer reflexos na esfera tributária, especialmente em contratos de transporte e na previsibilidade de custos fiscais.
Ranking dos estados com pico do diesel mais caro do Brasil
A empresa também mapeou recortes por estado, com comparativo da variação de hoje, 20 de abril, x 28 de fevereiro, início da Guerra. A Bahia segue como o estado com diesel mais caro do Brasil e teve pico histórico de alta de +R$ 2,32/L em 5 de abril. O Rio Grande do Sul foi o estado que apresentou menor variação no preço. Confira abaixo a lista completa dos estados com pico do diesel mais caro do Brasil — até o momento:
11 – Rio Grande do Sul, com aumento de 18,98%.
10 – Goiás, com aumento de 20,69%.
9 – Minas Gerais, com aumento de 22,05%.
8 – Santa Catarina, com aumento de 21,72%.
7 – Tocantins, com aumento de 24,22%.
6 – Pernambuco, com aumento de 26,46%.
5 – Paraná, com aumento de 21,55%.
4 – São Paulo, com aumento de 22,56%.
3 – Maranhão, com aumento de 23,56%.
2 – Sergipe, com aumento de 23,68%.
1 – Bahia, com aumento de 32,49%.
“A alta do diesel tem impacto direto e imediato no caixa das transportadoras, principalmente porque o combustível representa uma das maiores despesas da operação. O desafio é que esse aumento nem sempre é repassado na mesma velocidade para o frete, o que acaba comprimindo margens. Com o monitoramento em tempo real que fazemos na TruckPag, conseguimos dar mais previsibilidade para o gestor agir, mas o cenário ainda exige muita atenção”, afirma Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag.
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