Tecnologia otimiza produção e reduz desperdícios

No setor de refino de petróleo, a conformidade com os padrões de qualidade exigidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é um requisito mandatório e rigoroso. Entretanto, a incerteza inerente aos métodos de análise laboratoriais tradicionais gera um fenômeno econômico conhecido como quality giveaway — o desperdício de qualidade. Para mitigar esse custo operacional, a Pensalab apresenta ao mercado brasileiro o analisador 70Xe, da empresa norte-americana PAC, focado em elevar a estabilidade e a precisão das medições de querosene de aviação (QAV), SAF (Sustainable Aviation Fuel) e Diesel.

O conceito de quality giveaway ocorre quando uma refinaria, para garantir que seu produto não seja rejeitado por estar fora das especificações, produz um combustível com qualidade superior à exigida pela norma. Por exemplo, se o parâmetro de aceitação é 50%, o produtor pode mirar em 55% para ter uma margem de segurança contra possíveis erros de medição dos instrumentos manuais.

Essa variação de 5% é um exemplo hipotético que representa um custo excedente de produção que poderia ser evitado se houvesse maior confiança no processo analítico, sendo possível alcançar qualquer percentual. É preciso estar atento ao fato de que, em pequenas quantidades pode parecer uma variação pequena, mas considerando que a projeção é de que o Brasil consuma, este ano, mais de 7,5 bilhões de litros de querosene de aviação, dá para imaginar o impacto que um custo menor tem em toda a cadeia.

Segundo Giuliano Piagentini, especialista de produto da Pensalab, a tecnologia do 70Xe permite que os clientes trabalhem com uma margem muito mais próxima do ideal normativo, preservando a integridade da produção e gerando uma economia real de custo no produto final.

A redução desse desperdício só é possível através de uma técnica de medição mais estável que a anteriormente utilizada. Nos métodos manuais, fatores como a umidade do ar e a formação de cristais de gelo em temperaturas negativas (como -20°C e -40°C) turvam os banhos e embaçam os tubos de vidro, o que prejudica a precisão do ensaio de viscosidade.

“O analisador 70Xe elimina essas variáveis ao utilizar um sistema automatizado e compacto, sem a necessidade de banhos líquidos externos. Ao resfriar a câmara de amostra internamente e medir o escoamento de forma eletrônica, o equipamento mitiga os erros operacionais suscetíveis ao ambiente ou ao operador, garantindo que o resultado reportado seja o mais fiel possível à realidade da amostra”, explica Piagentini.

A precisão do 70Xe não se limita à viscosidade, pois o equipamento realiza de forma sequencial ensaios de densidade e ponto de congelamento no QAV, além de fluidez e névoa no diesel. Esse conjunto de dados integrados em um único ciclo de 25 minutos oferece ao gestor da refinaria uma visão clara e precisa da qualidade do combustível.

Com resultados mais confiáveis e rápidos, a indústria evita a paralisação desnecessária da produção ou o reprocessamento de lotes por dúvidas analíticas. “Para combustíveis de alta criticidade como o de aviação, onde a margem para erro é inexistente, a transição para tecnologias de alta precisão como a série 70Xe representa a mudança de uma mentalidade de excesso de segurança oneroso para uma de precisão eficiente e certificada”, conclui Piagentini.

 

Crédito Imagem: Divulgação/PAC

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