Rastreador, bloqueio remoto e alarmes: o que vale a pena?

Mesmo em queda, os roubos e furtos de veículos continuam fazendo milhares de vítimas e figurando entre as principais preocupações dos motoristas paulistas. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, entre janeiro e abril de 2026, o estado registrou 4.355 roubos de veículos, uma redução de 37% em relação ao mesmo período do ano passado, e 19.998 furtos, queda de 11,3%. Na capital e na Grande São Paulo, embora a tendência também seja de redução, ainda são contabilizados, em média, cerca de 120 casos por dia, somando as duas modalidades de crime.

Diante desse cenário, investir em recursos de segurança deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma medida preventiva. A combinação de dispositivos eletrônicos e mecânicos eleva o nível de proteção do veículo, dificulta a atuação dos criminosos e pode contribuir para a localização e recuperação do automóvel em caso de ocorrência.

Segundo Denis Slwczuk, gerente geral de pós-vendas do Grupo T-Line, um dos mais tradicionais grupos de concessionárias do Brasil, a segurança atualmente depende da combinação de diferentes soluções. “Os sistemas evoluíram muito nos últimos anos. Hoje é possível monitorar o veículo em tempo real, bloquear seu funcionamento à distância e até receber alertas instantâneos pelo celular em caso de movimentação suspeita. Quanto maior a integração entre esses recursos, maior tende a ser o nível de proteção”, explica.

Entre as principais alternativas disponíveis no mercado estão os rastreadores via GPS, que permitem localizar o veículo em tempo real e agilizar sua recuperação em caso de furto ou roubo. “Muitos modelos contam ainda com bloqueio remoto, recurso que impede o funcionamento do motor após autorização da central de monitoramento ou do proprietário, sempre seguindo critérios de segurança”, afirma o especialista.

Outra solução bastante utilizada são os alarmes inteligentes. Diferentemente dos modelos tradicionais, eles podem ser integrados a aplicativos de celular, enviando notificações imediatas quando portas, porta-malas ou vidros são violados. Alguns equipamentos também identificam tentativas de reboque, levantamento por guincho ou movimentação sem a chave presencial.

“As travas antifurto continuam sendo importantes aliadas. Dispositivos instalados no volante, pedal e câmbio representam uma barreira física que dificulta a ação rápida dos criminosos, principalmente nos furtos de oportunidade, em que o tempo costuma ser determinante”, ressalta Denis.

A proteção também pode estar nos vidros. As películas de segurança, conhecidas como antivandalismo, recebem uma camada mais resistente que ajuda a manter o vidro íntegro após impactos. Além de dificultarem a quebra, retardam o acesso ao interior do veículo e ajudam a proteger objetos deixados na cabine.

Outra tecnologia que vem ganhando espaço é a autenticação eletrônica do motorista. Alguns sistemas exigem senha, cartão de proximidade ou identificação por aplicativo antes de liberar a partida, mesmo que alguém tenha acesso à chave do veículo. Nos modelos mais novos, muitos fabricantes ainda oferecem serviços conectados que permitem acompanhar a localização do automóvel, verificar seu status, receber alertas de movimentação e acionar assistências diretamente pelo smartphone.

A tecnologia é uma aliada importante na proteção do veículo, mas sua eficácia é potencializada quando vem acompanhada de hábitos preventivos. Nesse sentido, Denis ressalta que nenhum equipamento dispensa os cuidados do motorista. “Estacionar em locais iluminados, evitar deixar objetos à vista, conferir se portas e vidros estão realmente travados e nunca abandonar a chave dentro do veículo continuam sendo atitudes fundamentais. A tecnologia funciona melhor quando faz parte de um conjunto de cuidados.”

O especialista também recomenda optar por equipamentos homologados e instalados por profissionais qualificados. “Uma instalação inadequada pode comprometer tanto a eficiência dos dispositivos quanto os sistemas eletrônicos do próprio veículo. O ideal é buscar orientação em concessionárias ou empresas especializadas para identificar quais recursos fazem mais sentido para cada perfil de uso”, finaliza o especialista do Grupo T-Line.

 

Crédito Imagem: Oficina Grupo T-Line

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