Mesmo sob críticas do mercado, a Petrobrás segurou os preços dos combustíveis no 2º trimestre, compensou a estratégia com mais exportações e registrou lucro recorde.
Para a coordenadora-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira, o resultado mostra que a empresa poderia ter feito mais na contenção dos preços internos se não fosse a pressão dos acionistas por maiores lucros e dividendos. A estatal divulgou na noite de ontem (06/08) lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no período e anunciou R$17,4 bilhões em dividendos. Embora alto, o valor corresponde a 33% do lucro, proporção que vem caindo.
Cibele avalia como positivo o aumento dos investimentos da companhia no trimestre, que somaram US$ 5,3 bilhões, com alta de 19,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo ela, em meio à guerra e à volatilidade do barril, todas as petroleiras tiveram ganhos extraordinários. “A guerra aumentou o lucro de todas as petrolíferas. As empresas aproveitam a conjuntura de insegurança para aumentar seus lucros. Não deveria ter ninguém lucrando com guerra, nem estatal nem privada”, afirma.
A dirigente da FUP observa ainda que a alta rentabilidade do setor comprova que não há necessidade de subsídios tributários do governo. “A Petrobrás tem condições de usar seu sistema integrado para cumprir seu papel social e, mesmo assim, ser lucrativa”, conclui.
Imagem gerada por IA