Egito se consolida como rota segura para ureia automotiva e atrai fabricantes brasileiros de Arla 32

A busca por segurança no fornecimento de ureia automotiva tem levado fabricantes brasileiros de Arla 32 a olhar com mais atenção para o Egito, país que vem ganhando protagonismo no comércio internacional do insumo. Com produção consolidada, acesso a gás natural competitivo e localização estratégica entre Europa, África e Ásia, o Egito passou a integrar o radar de importadores que buscam previsibilidade em um mercado cada vez mais pressionado por fatores geopolíticos.

“O Egito reúne hoje três fatores decisivos: estabilidade produtiva, custo competitivo e logística eficiente. Para o Brasil, isso significa menor risco de ruptura e mais previsibilidade de entrega”, afirma Pedro Lehmann, diretor da AIN Global. Segundo ele, o tempo médio de trânsito marítimo entre o Egito e os portos brasileiros varia entre 25 e 30 dias, significativamente inferior ao de rotas asiáticas.

Certificação, qualidade e adequação ao mercado brasileiro

Além da logística, o avanço do Egito no fornecimento de ureia automotiva está ligado à adequação às exigências técnicas do mercado internacional. Nos últimos anos, fabricantes egípcios passaram a produzir ureia automotiva certificada, atendendo padrões exigidos por mercados rigorosos como o europeu.

Para AG Fórmula, braço de produto da AIN Global e especialista em ureia automotiva, esse é um ponto-chave. “Não se trata apenas de origem ou preço. A ureia automotiva exige controle técnico rigoroso, rastreabilidade e conformidade com especificações muito claras. O trabalho de homologação é fundamental”, explica um dos especialistas técnicos da empresa.

O controle de qualidade ganha relevância em um mercado impactado por episódios de falsificação e desvio de padrão no Brasil. Segundo a AIN Global, a importação estruturada, com acompanhamento técnico desde a produção até a entrega, reduz significativamente esses riscos.

Contratos de longo prazo e parcerias estratégicas

Outro diferencial apontado durante o encontro foi a abertura do mercado egípcio para contratos de médio e longo prazo, prática que contribui para estabilidade de preços e fornecimento. “Diferentemente de compras pontuais, os contratos estruturados permitem planejamento industrial e financeiro mais eficiente para os fabricantes de Arla 32”, destaca Pedro Lehmann, diretor da AIN Global.

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