A concessão de rodovias é um mecanismo de investimento em infraestrutura pública com capital privado que contribui para a melhoria das condições viárias, ampliando a qualidade e a segurança nas estradas. O leilão da Rota Mogiana, realizado em fevereiro deste ano, concedeu 520 km de rodovias estaduais ao consórcio vencedor, abrangendo 22 municípios, sendo nove deles na região de Campinas.
O projeto prevê uma série de intervenções estruturais ao longo do contrato de 30 anos, incluindo a duplicação de 217 km de rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também estão previstas a implantação de 138 faixas adicionais, 86 km de vias marginais, a construção de 58 novas passarelas para pedestres e 129 novos dispositivos de interseção, além da adoção do sistema de pedágio eletrônico Free Flow. Outro ponto de destaque da concessão é a expectativa de redução nas tarifas de pedágio. Segundo o Governo do Estado, a diminuição pode chegar a até 50% em determinados trechos, o que tende a impactar positivamente os custos operacionais do Transporte Rodoviário de Cargas.
Para a presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP), Rafaela Cozar, a nova concessão representa um avanço relevante para a infraestrutura logística do Estado. “A nova concessão da Rota Mogiana representa um avanço relevante para a infraestrutura rodoviária do Estado de São Paulo, especialmente em corredores estratégicos para o transporte de cargas, que conectam importantes polos produtivos e logísticos”, e continua: “Quando temos rodovias mais modernas, seguras e com maior capacidade operacional, toda a cadeia produtiva é beneficiada”, afirma.
Segundo a presidente, além da melhoria nas condições das vias, a iniciativa também contribui para maior previsibilidade e eficiência nas operações. “A modernização da malha rodoviária impacta diretamente na produtividade do transporte, reduzindo tempo de viagem, desgaste da frota e riscos operacionais. Isso se traduz em mais eficiência para as empresas e melhores condições para o planejamento logístico”, destaca.
Rafaela Cozar também ressalta que a redução tarifária pode trazer alívio em um cenário de custos elevados. “A possibilidade de tarifas mais equilibradas é um ponto importante, principalmente em um momento em que o setor enfrenta pressão constante nos custos. Essa medida contribui para a competitividade das transportadoras e para o equilíbrio das operações”, avalia.
Apesar dos avanços, a presidente reforça a importância de acompanhamento contínuo do setor. “É fundamental que esse processo seja acompanhado de diálogo com as entidades representativas, garantindo que as necessidades do transporte de cargas sejam consideradas ao longo da execução da concessão”, completa a executiva.
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