A Comgás recebeu autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP) para iniciar a comercialização direta de biometano no ambiente regulado por meio do “Mercado Cativo Verde”. A partir desse novo modelo de negócio desenvolvido pela Comgás e autorizado pela ARSESP, os usuários dos segmentos industrial, refrigeração, cogeração e mobilidade – incluindo frotas e postos de GNV – poderão contratar o fornecimento do gás renovável e o respectivo atributo ambiental diretamente com a companhia, utilizando a infraestrutura de gás encanado já existente.
Diferente do mercado livre — no qual o usuário adquire diretamente o gás de um comercializador e utiliza a rede para a distribuição —, no Mercado Cativo Verde a contratação comercial é realizada diretamente com a distribuidora.
“O Mercado Cativo Verde amplia o acesso ao biometano para clientes que desejam avançar em sua agenda de descarbonização por meio de uma contratação direta com a distribuidora através do mercado cativo e que não desejam realizar a migração para o mercado livre. A solução combina o fornecimento da molécula renovável, a entrega do atributo ambiental e o uso da infraestrutura de distribuição já disponível, que conta com mais de 24 mil quilômetros de rede no Estado de São Paulo”, afirma Henrique Sonja, Diretor de Suprimentos da Comgás.
Volume e Suprimento
A Comgás estruturou o suprimento por meio de uma Chamada Pública. O volume inicial previsto é de mais de 2.600 m³ por dia, com possibilidade de atingir até 50 mil m³ diários, a depender da evolução da demanda, da disponibilidade de oferta da molécula de biometano e de condições comerciais e regulatórias.
A expansão do volume prevista permitirá que os clientes aptos ao mercado cativo verde tenham acesso ao gás renovável por meio da rede de distribuição existente à qual esses clientes já estão conectados. “Não existe uma solução única para a transição energética e a atuação em diferentes frentes é fundamental para alavancar o ecossistema. Com o mercado cativo verde, a Comgás passa a ampliar o poder de escolha dos clientes na jornada de descarbonização, seja ela o mercado cativo verde ou mercado livre”, afirma Sonja. Com a criação do novo ambiente de comercialização e a sua sinergia com a evolução do mercado livre, a infraestrutura da companhia tem o potencial de superar a movimentação diária de 1 milhão de metros cúbicos de biometano nos próximos anos.
“O biometano passou a ocupar um espaço estratégico nas discussões sobre segurança energética. Quando olhamos para São Paulo, por exemplo, o estado concentra a maior capacidade de produção de biometano do Brasil. Esse protagonismo será cada vez maior, puxado tanto pela indústria quanto pela mobilidade”, finaliza Sonja.
Rastreabilidade do Atributo Ambiental
Para garantir segurança e rastreabilidade ao mercado, a Comgás atrelou a venda do biometano cativo a um rigoroso mecanismo de certificação de origem. O sistema funcionará com duas camadas de segurança: uma auditoria externa independente e o controle interno da companhia.
A rastreabilidade exigirá três etapas obrigatórias na estruturação do produto:
- Certificação da origem: verificação de auditoria independente de que o biometano foi produzido a partir de fontes renováveis.
- Registro individual: acompanhamento de cada volume certificado com empresas autorizadas e homologadas.
- Destinação exclusiva do registro: repasse ou aposentadoria definitiva do registro associado ao atributo ambiental no momento da aquisição pelo cliente, conforme as modalidades previstas na regulamentação aplicável, garantindo a rastreabilidade e a exclusividade do atributo.
Os controles operacionais internos da concessionária viabilizam o monitoramento da correspondência entre os volumes contratados, injetados e os atributos vinculados a cada cliente.
Crédito Imagem: Carmen Fernandes