Óleo mais barato pode sair caro para quem trabalha com moto

O Brasil tem um exército de quase 1,2 milhão de motociclistas profissionais nas ruas, segundo os últimos dados do IBGE. São motoboys, entregadores e mototaxistas que dependem de seus veículos para um vai e vem de centenas de quilômetros a cada jornada. Essa rotina exige um instrumento de trabalho em pleno funcionamento, pois uma falha significa prejuízo e tempo parado. Por isso, a manutenção precisa estar em dia, e um dos itens que pedem mais atenção é o lubrificante.

De acordo com Luiz Alberto Gomes Jr., diretor-executivo da Acipar, distribuidora de óleos lubrificantes no Paraná, a troca de óleo deve seguir as especificações do fabricante da moto, que constam no manual do proprietário. É ali que estão o tipo de lubrificante indicado, a viscosidade, que é a medida de quanto o óleo é mais grosso ou mais fino, e o prazo para cada substituição.

Na rotina de um motoboy, a quilometragem pode se acumular rapidamente. Uma moto que percorra 200 quilômetros por dia, durante seis dias, chegará a 1.200 quilômetros em uma semana. Dependendo do modelo e do plano de manutenção, essa intensidade de uso pode fazer com que a troca de óleo seja necessária semanalmente. Não há, porém, um prazo semanal válido para todas as motos: a referência deve ser sempre o manual do fabricante.

“Escolher o produto apenas pelo menor preço pode sair caro: um item que não atende a essas exigências perde a capacidade de proteção mais cedo, pede trocas mais frequentes e acelera o desgaste das peças. A longo prazo, esses danos ao motor podem reduzir a vida útil do veículo”, explica Luiz.

O especialista alerta também que circular com o nível de óleo abaixo do indicado, usar um produto incompatível ou ultrapassar repetidamente o intervalo de troca pode aumentar o desgaste de componentes e contribuir para danos ao motor.

“Quem usa a moto para trabalhar precisa olhar para a quilometragem, não apenas para o calendário. Em uma semana de entregas, o veículo pode rodar o equivalente a várias semanas de uso comum. O intervalo de troca e a especificação do óleo devem seguir o manual de cada modelo”, explica. 

Para organizar a manutenção, o motociclista pode anotar a quilometragem percorrida por semana, registrar cada troca e verificar regularmente o nível do óleo conforme as instruções do fabricante. Assim, a decisão deixa de se apoiar apenas no preço imediato e passa a considerar o custo de manter a moto rodando.

E para quem depende da moto para trabalhar, o preço do óleo é apenas uma parte da conta. “Para o entregador, uma falha no motor pode trazer o custo do conserto e os dias em que a moto fica parada. A manutenção feita no prazo ajuda a proteger o veículo, a segurança e a continuidade do trabalho”, completa.

 

Crédito Imagem: envato/ Acipar

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CATEGORIAS