Controle de qualidade avança no setor de combustíveis

Fraudes fiscais, adulterações de combustíveis e irregularidades no volume comercializado deixaram de ser problemas econômicos e de qualidade para se tornar uma ameaça direta à sociedade brasileira. Além de gerar prejuízos bilionários aos cofres públicos e colocar o consumidor final em risco, as práticas ilegais passaram a financiar o crime organizado, infiltrado em diferentes elos da cadeia do setor.

A Operação Carbono Oculto, realizada recentemente, demonstrou essa realidade ao revelar a atuação de organizações criminosas no mercado de combustíveis e evidenciar que a ilegalidade no setor é sistêmica e representa riscos concretos ao Estado, às empresas que operam dentro da lei e aos cidadãos. Nesse cenário, iniciativas de compliance, governança e controle de qualidade ganham protagonismo como instrumentos essenciais para conter fraudes, fortalecer a concorrência justa e proteger o consumidor. Na ALE Combustíveis, uma das maiores empresas do setor no Brasil, o Programa de Compliance está presente para manter o compromisso com a sociedade e os postos revendedores da marca em todo o Brasil.

O objetivo é garantir padrões elevados de conduta, conformidade legal e qualidade operacional, para que a confiança de consumidores, parceiros e do mercado seja fortalecida. Derivado do verbo inglês “to comply” (cumprir), o Compliance reúne um conjunto de práticas voltadas à prevenção de riscos, ao cumprimento da legislação e à promoção de uma cultura ética.

Capacitação contínua e difusão da cultura ética
O conceito na ALE Combustíveis vai além das diretrizes internas e se traduz em uma ampla agenda de treinamentos, comunicações para sensibilização, políticas, canais de denúncia e instâncias de governança, incluindo colaboradores, executivos, diretores, membros do Conselho de Administração e parceiros de negócios. Rafael Grisolia, CEO da ALE, afirma que o tema é transversal e está presente em todas as relações do negócio. “Entre os nossos valores institucionais estão a abertura e a integridade. Acreditamos na comunicação honesta, no diálogo e no incentivo ao feedback. O Compliance não é apenas uma obrigação formal, mas um pilar que orienta decisões, comportamentos e a forma como nos relacionamos com o mercado e com a sociedade”, destaca.

Entre 2022 e 2025, a ALE registrou avanços expressivos na agenda de capacitação em ética e integridade. Nesse período, foram contabilizadas cerca de 7 mil participações em treinamentos de Compliance, sendo 4,4 mil em cursos on-line e 2,6 mil em sessões presenciais ou ao vivo, realizadas inclusive por meio de plataformas digitais. Os conteúdos abordam temas sensíveis à rotina do setor, como combate à corrupção e ao suborno, conflito de interesses, práticas anticompetitivas, due diligence de contrapartes, prevenção à lavagem de dinheiro e relacionamento com agentes públicos.

Semana de Compliance e Ética aproxima o tema do dia a dia
Um dos marcos dessa estratégia foi o lançamento, em 2024, da Semana de Compliance e Ética, que passou a integrar o calendário institucional da empresa. A iniciativa foi criada para aproximar o tema do dia a dia dos profissionais, por meio de dinâmicas interativas, palestras, desafios e ações de sensibilização. Na última edição, realizada de 8 a 12 de dezembro de 2025, o evento somou mais de 5,5 mil atividades na plataforma on-line com a participação de mais de 77% dos colaboradores.

Toda a governança do Programa de Compliance é sustentada por uma estrutura dedicada de acompanhamento e tomada de decisão, formada pelo Comitê de Ética e Compliance (ECC) e pelo Comitê de Auditoria, Riscos e Compliance (ARCC), que se reúnem bimestralmente. Entre suas atribuições estão a supervisão do Canal de Denúncias, a condução e aprovação de investigações internas, o monitoramento da cultura ética e o suporte à implementação das políticas globais do Grupo Glencore, do qual a ALE faz parte.

Segundo Grisolia, a atuação dos comitês é essencial para assegurar coerência entre discurso e prática. “Esses fóruns garantem que nossas decisões estejam alinhadas aos mais altos padrões éticos e reforçam a confiança de que todos atuam em um ambiente justo, responsável e transparente”, destaca.

Compromisso que se estende a parceiros e clientes
O Programa de Compliance da ALE também se estende à relação com parceiros e clientes. Os Termos e Condições Gerais para Clientes (TGC) e o Código de Conduta para Fornecedores estabelecem critérios claros para a contratação e o fornecimento de produtos, exigindo o cumprimento rigoroso de legislações como a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/13), normas de combate à lavagem de dinheiro, à sonegação de impostos e à concorrência desleal. A expectativa é que toda a cadeia de valor atue de forma segura, íntegra e responsável.

Além da agenda de integridade, a ALE mantém iniciativas voltadas à excelência operacional, como o Programa Ligados na Qualidade, que inclui laboratórios móveis para verificação dos combustíveis comercializados, capacitação de frentistas e orientação sobre controle de estoque, por meio do Livro de Movimentação de Combustível (LMC). As ações reforçam o compromisso da companhia e dos revendedores com a qualidade do produto entregue ao consumidor, desde a origem até o abastecimento final.

Atuando em 21 estados brasileiros, a ALE integra o Instituto Combustível Legal (ICL), entidade reconhecida nacionalmente pelo combate às fraudes e pela defesa de um mercado mais justo e competitivo. Para a companhia, fortalecer a cultura de compliance é uma condição indispensável para estimular a inovação, valorizar boas práticas e contribuir para a organização do setor. “As pautas de integridade e governança estão na raiz da ALE desde a sua criação. Queremos ajudar a construir um mercado mais eficiente, ético e equilibrado, no qual a concorrência se dê pelo mérito, pela qualidade e pelo serviço prestado ao consumidor”, destaca Rafael Grisolia.

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