A falta de adequação dos sistemas de medição em postos de combustíveis pode resultar em multas, interdições e sanções ambientais. Mais do que uma questão operacional, o tema passou a ser uma exigência regulatória, especialmente diante de normas como a NR-9, que trata da avaliação e controle de riscos ambientais, e a Portaria Conama 273, voltada à prevenção e controle da poluição em postos. Desde setembro de 2023, postos de combustíveis em todo o Brasil devem utilizar sistemas eletrônicos de medição de tanques, substituindo a régua manual por soluções automatizadas, mais precisas e seguras.
A medida acompanha as diretrizes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que estabelece uma variação máxima de 0,6% nas medições. O descumprimento dessas exigências pode gerar penalidades legais, além de aumentar os riscos operacionais, como falhas na detecção de vazamentos e exposição a contaminantes.
Quando o sistema não está atualizado, calibrado ou opera com software defasado, os impactos podem ser significativos. “A não adequação dos sistemas pode gerar leitura incorreta de estoques, falhas na detecção de vazamentos, problemas em fiscalizações, além de riscos operacionais e prejuízos financeiros. Por isso, é fundamental realizar calibrações periódicas e manter o software sempre atualizado, garantindo conformidade e segurança”, explica Cristian Bazaga, CEO da Excel, empresa líder em gerenciamento de combustível e gestão de frotas.
Mais do que atender às exigências legais, a medição de combustível é uma das etapas mais importantes na gestão de postos e bases de armazenamento. Sistemas atualizados contribuem diretamente para a eficiência operacional, a sustentabilidade do negócio e a redução de riscos. Segundo o especialista, alguns sinais indicam que o posto pode estar em situação de vulnerabilidade, tanto do ponto de vista regulatório quanto financeiro. Confira, a seguir:
- Diferenças frequentes de estoque
Se o volume físico não corresponde ao registrado no sistema, há indícios de falhas na medição. “Pequenas divergências recorrentes podem representar perdas relevantes ao longo do tempo”, alerta.
- Medição manual ou processos lentos
A dependência de régua manual ou controles em planilhas aumenta o risco de erro e reduz a eficiência operacional. “Sistemas automatizados trazem mais precisão e agilidade, diminuindo falhas e prejuízos a longo prazo”, complementa o executivo.
- Ausência de relatórios e dados em tempo real
A gestão eficiente exige acesso rápido à informação. Sistemas que não oferecem monitoramento em tempo real ou geração automática de relatórios comprometem a tomada de decisão. “Sem visibilidade imediata, o controle operacional e financeiro fica comprometido”, diz Bazaga.
- Falta de integração com ERPs de mercado
Soluções que não se integram a sistemas de gestão dificultam o controle centralizado da operação e reduzem a confiabilidade das informações. “A integração permite uma visão mais estratégica do negócio e melhora a tomada de decisão”, afirma.
- Equipamentos antigos sem conectividade e gestão remota
Tecnologias ultrapassadas, sem conectividade, limitam o monitoramento e aumentam riscos operacionais e ambientais. “Equipamentos modernos permitem acompanhamento remoto, mais segurança e maior controle sobre a operação”, completa.
Mais do que uma atualização tecnológica, a modernização dos sistemas de medição está diretamente ligada à conformidade regulatória e à proteção do negócio. “Empresas que não se adequam ficam mais expostas a penalidades e perdas financeiras. Já aquelas que investem em medição automatizada conseguem reduzir riscos, evitar sanções e aumentar a confiabilidade das informações de estoque”, conclui.
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