O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) entregou ao Ministério da Fazenda um conjunto de recomendações para a regulamentação do mercado de carbono no país — e o documento já está disponível aqui. O material é resultado das Coalizões Empresariais lideradas pelo CEBDS a pedido da Presidência da COP30, que analisou as contribuições de quatro setores: transportes, energia elétrica, agronegócio e minerais essenciais. Todos apontaram a precificação do carbono como peça-chave para viabilizar a descarbonização da economia brasileira. A entrega do documento aconteceu em reunião da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), em Brasília.
“O Brasil tem uma oportunidade única de estruturar um mercado de carbono que combine integridade ambiental, eficiência econômica e competitividade. O setor empresarial está pronto para contribuir com esse processo, trazendo dados, experiência prática e soluções para apoiar a regulamentação do sistema”, afirma Marina Grossi, Presidente do CEBDS.
Além de apontar as especificidades de cada setor, o documento também traz outras recomendações para a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) que são transversais a todas as Coalizões. Entre os pontos destacados estão a necessidade de um sistema robusto de monitoramento, relato e verificação de emissões (MRV), a criação de um registro central para dar transparência às operações e a definição de uma governança permanente para o mercado.
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