Binatural cria spin-off dedicada à pesquisa e inovação em biodiesel

Depois de consolidar sua posição entre as maiores empresas de biodiesel do Brasil, a Binatural inicia um novo ciclo de crescimento. A companhia anuncia a criação da Binatech, uma spin-off dedicada à pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco no biodiesel. A nova empresa nasce com o propósito de aprofundar o conhecimento sobre o produto, desenvolver diferenciais, ampliar possibilidades e aplicações e pesquisar alternativas para a diversificação das matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.

A iniciativa integra uma agenda mais ampla de inovação da Binatural, que inclui o investimento em uma planta piloto destinada à pesquisa e desenvolvimento (P&D) em sua unidade industrial de Simões Filho, na Bahia.

Com essa estrutura, a Binatural busca aproximar duas dimensões complementares: a experiência de quem produz biodiesel em escala industrial e uma infraestrutura dedicada à experimentação e ao desenvolvimento. Para André Lavor, CEO da Binatural, as iniciativas estão conectadas por uma visão de longo prazo sobre o papel do biodiesel no Brasil.

“O biodiesel já demonstrou sua importância para o Brasil, mas acreditamos que seu potencial ainda pode ser muito mais explorado. Quando falamos de biodiesel, não estamos falando apenas de descarbonização. Estamos falando também de segurança e diversificação energética, desenvolvimento da agroindústria, aproveitamento de matérias-primas e resíduos e da capacidade de transformar recursos que o Brasil possui em energia produzida no próprio país. A Binatech nasce para aprofundar esse conhecimento e desenvolver diferenciais que ampliem ainda mais as possibilidades do biodiesel”, afirma.

 

Ampliar as possibilidades do biodiesel

A atuação da Binatech será orientada pela pesquisa aplicada e pela conexão entre conhecimento científico e necessidades reais da indústria. Entre suas frentes de atuação estarão estudos voltados ao aprofundamento do conhecimento sobre as características e o desempenho do biodiesel, ao desenvolvimento de diferenciais que possam agregar competitividade ao produto, à avaliação de novas possibilidades de aplicação e à diversificação das matérias-primas utilizadas em sua produção.

A proposta é utilizar ciência, pesquisa e inovação para compreender melhor o que o biodiesel pode entregar e transformar esse conhecimento em soluções aplicáveis à indústria e ao mercado. “Somos especialistas em biodiesel e escolhemos aprofundar essa especialização. Existe muito conhecimento a ser desenvolvido sobre o produto. Queremos que a Binatech seja um ambiente capaz de pesquisar, demonstrar e desenvolver esses diferenciais e, com isso, contribuir para a evolução do biodiesel brasileiro”, afirma Lavor.

A iniciativa também busca ampliar a discussão sobre o papel do biodiesel para além de sua contribuição ambiental. Ao mesmo tempo em que substitui o diesel de origem fóssil e contribui para a redução de emissões, sua cadeia está conectada à produção agroindustrial, ao aproveitamento de diferentes matérias-primas, à geração de atividade econômica e à diversificação das fontes de energia do país.

Para a Binatural, essa combinação torna o biodiesel particularmente estratégico para o Brasil. “Precisamos olhar para este biocombustível em todas as suas dimensões. A descarbonização é uma delas e certamente é muito relevante, mas não é a única. O biodiesel também significa segurança energética, desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais e melhor aproveitamento da capacidade agroindustrial brasileira. Quanto mais conhecermos e desenvolvermos o produto, maior poderá ser a sua contribuição para o país”, diz o CEO.

 

Planta piloto aproxima pesquisa da realidade industrial

Como parte dessa agenda, a Binatural investiu em uma planta piloto de pesquisa e desenvolvimento em sua unidade industrial de Simões Filho, na Bahia. A estrutura cria um ambiente dedicado à realização de estudos, testes e desenvolvimento em uma usina que convive com a realidade da produção de biodiesel. Essa proximidade permite conectar as questões operacionais e de mercado às atividades de P&D.

A planta piloto terá papel relevante nos trabalhos, pois permite que hipóteses e oportunidades sejam avaliadas em um ambiente dedicado antes de eventuais aplicações em escala industrial. “Uma coisa é desenvolver conhecimento; outra é conseguir aproximá-lo da realidade da indústria. A planta piloto nos dá essa capacidade. Podemos pesquisar, testar e desenvolver soluções dentro de um ambiente conectado à nossa operação”, afirma Lavor.

 

Diversificação de matérias-primas

Outra frente relevante da Binatech será a pesquisa voltada à ampliação e diversificação da base de matérias-primas aptas à produção de biodiesel. A diversidade da produção agropecuária brasileira, somada à disponibilidade de resíduos e outras fontes de óleos e gorduras, representa uma oportunidade para expandir alternativas, respeitando as características e vocações de diferentes regiões do país.

O trabalho buscará avaliar o potencial desses insumos sob aspectos técnicos e de aplicação industrial, contribuindo para uma cadeia de suprimento cada vez competitiva. “O Brasil é um país de dimensões continentais e possui uma diversidade extraordinária de matérias-primas. Existe uma oportunidade em transformar essa variedade em conhecimento e alternativas para a indústria. Não se trata apenas de encontrar novas fontes, mas de entender tecnicamente seu potencial e criar condições para que possam ser incorporadas de maneira eficiente à cadeia do biodiesel”, explica Lavor.

 

Conhecimento para o futuro do biodiesel

A criação da Binatech e o investimento na planta piloto fazem parte de uma mesma estratégia: aprofundar a especialização da companhia em biodiesel e criar condições para explorar novas possibilidades relacionadas ao produto e à sua cadeia.

A combinação entre experiência industrial, infraestrutura de pesquisa aplicada e participação em um ecossistema de inovação deverá permitir que questões identificadas no dia a dia da produção e do mercado sejam transformadas em temas de investigação, desenvolvimento e inovação.

“Não queremos perder o foco que nos trouxe até aqui. Somos uma empresa de biodiesel, conhecemos esse produto e acreditamos profundamente no seu futuro. Quanto mais conhecermos, demonstrarmos e desenvolvermos o potencial dele, mais valor poderemos gerar para a indústria, para nossos parceiros e para a sociedade”, conclui André.

 

Crédito Imagem: Divulgação

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