Em um momento em que segurança energética, descarbonização e competitividade industrial ocupam o centro das discussões globais, a Binatural completa 20 anos consolidando uma trajetória que acompanha a evolução do biodiesel no Brasil. Ao longo desse período, a empresa produziu 3 bilhões de litros de biodiesel e tornou-se uma das dez maiores produtoras do país.
Nesse período, o biodiesel deixou de ser uma política pública emergente para se tornar um componente permanente da matriz energética brasileira, contribuindo para reduzir importações de diesel fóssil e ampliar a segurança energética do país. A trajetória da Binatural acompanha essa transformação.
Foram 3 bilhões de litros de biodiesel produzidos em suas duas unidades fabris, Formosa (GO) e Simões Filho (BA), quantidade suficiente para abastecer 6 milhões de tanques de caminhões ou 10 milhões de tanques de ônibus. Além disso, esse volume evitou cerca de 10 milhões de toneladas de CO₂ – impacto equivalente ao plantio de 220 milhões de árvores – e o reaproveitamento de 80 milhões de litros de óleo de cozinha usado, preservando aproximadamente 2 trilhões de litros de água.
Os resultados demonstram que o biodiesel deixou de representar apenas uma alternativa ambiental e passou a ocupar papel estratégico na política energética brasileira, oferecendo uma solução imediatamente disponível para reduzir emissões, utilizando infraestrutura já existente.
Além disso, a inovação sempre ocupou papel central na trajetória da Binatural. Enquanto o setor historicamente concentrou sua produção no óleo de soja, a empresa desenvolveu um dos modelos mais diversificados do país, reduzindo sua dependência de uma única matéria-prima e aumentando o aproveitamento de resíduos e coprodutos. Essa flexibilidade reduz riscos de abastecimento, amplia competitividade e prepara a empresa para diferentes cenários globais de disponibilidade de matérias-primas.
A mesma lógica orienta o uso de biomassas nas operações industriais. Nas unidades de Goiás e da Bahia, materiais como a casca da castanha de baru e o coco de piaçava substituem parte da lenha utilizada no aquecimento das caldeiras, dando novo destino a resíduos. É a economia circular aplicada à indústria em larga escala.
Outro símbolo dessa transformação é o óleo de cozinha usado (UCO). Desde 2012, a Binatural reaproveitou cerca de 80 milhões de litros de UCO na produção de biodiesel. Além de evitar o descarte inadequado, esse volume contribuiu para preservar aproximadamente 2 trilhões de litros de água, demonstrando que soluções ambientais também podem gerar um biocombustível que reduz emissões e promove desenvolvimento socioeconômico no país. O reaproveitamento também diminui custos ambientais para municípios e evita a contaminação de rios e sistemas de tratamento de água.
“Ao longo desses 20 anos, construímos uma empresa que cresce porque escolheu inovar e consolidamos nossa capacidade industrial. Agora, as próximas duas e demais décadas serão dedicadas, entre outras coisas, à ampliação do uso de biodiesel em diversos segmentos estratégicos da nossa economia, mostrando que descarbonização e competitividade caminham juntas”, afirma André Lavor, CEO da Binatural.
Agricultura familiar como estratégia de desenvolvimento
A transformação promovida pela Binatural também acontece no campo. Atualmente, mais de 25 mil agricultores familiares, distribuídos em cinco dos seis biomas brasileiros, são apoiados pela empresa. Todos os anos, cerca de R$ 15 milhões são destinados ao incentivo desses produtores, ampliando oportunidades de geração de renda e desenvolvimento regional. Isso mostra que o modelo de negócios da companhia transformou a agricultura familiar em um ativo estratégico para o abastecimento da indústria.
Esse trabalho vai além do incentivo financeiro. Enquanto setor fomenta, em média, quatro produtos oriundos da agricultura familiar, a Binatural praticamente quadruplica esse número: 15. Assim, a companhia promove maior diversificação produtiva, reduzindo riscos para os agricultores e fortalecendo economias locais.
Mas o principal investimento talvez seja aquele que permanece mesmo depois da colheita: o conhecimento. A empresa desenvolve iniciativas voltadas à capacitação e à autonomia das comunidades parceiras, como a Casa do Saber, em Afuá, no Pará. Implantado na Região Amazônica, o projeto amplia o acesso à educação, tecnologia e formação, reforçando que desenvolvimento sustentável também passa pela construção de oportunidades para as pessoas.
Uma cultura construída pelas pessoas
O crescimento da Binatural também foi acompanhado pela consolidação de uma cultura organizacional centrada nas pessoas. Em uma empresa que expandiu sua atuação nacional preservando sua essência, os colaboradores são estimulados a assumir protagonismo, participar das decisões e contribuir continuamente para a evolução do negócio.
Essa cultura se materializa em ambientes de trabalho mais colaborativos e acolhedores, bem como em programas que fortalecem integração, desenvolvimento e pertencimento, entre eles o Seja Bem-Vindo, Bate-Papo com o Presidente, Conexão, Somos Todos Binatural e o Dia da Família.
Os resultados aparecem dentro e fora da empresa. Há seis anos consecutivos, a Binatural integra o ranking da Financial Times das 500 empresas que mais crescem nas Américas. Também acumula reconhecimentos do Great Place to Work em âmbito nacional, regional e setorial, figurando entre as cinco melhores empresas para trabalhar no setor de Óleo & Gás – sendo a única produtora de biodiesel presente nesse grupo, entre as dez melhores do agronegócio e entre as melhores empresas para trabalhar nas regiões Centro-Oeste e Bahia.
Em 2026, a empresa também conquistou o prêmio prata no Energy Summit Awards, na categoria Sustainability. O reconhecimento reforça a estratégia da empresa de conectar inovação industrial, desempenho operacional e sustentabilidade.
Ao completar duas décadas, a Binatural entende que sua principal conquista não está apenas no volume produzido, mas na demonstração de que o biodiesel pode combinar desenvolvimento industrial, segurança energética, geração de renda e redução de emissões. Uma agenda que tende a ganhar ainda mais relevância à medida que governos e empresas aceleram seus compromissos de descarbonização.
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