Chevron destaca evolução dos fluidos para equipamentos off-road

As transformações nos equipamentos off-road e os novos requisitos para lubrificantes foram tema da palestra de Chris Vandagna, gerente regional de produtos da Chevron Oronite nos Estados Unidos, durante o X Congresso Internacional de Lubrificantes e Graxas. A apresentação abordou as tendências para os fluidos de transmissão hidráulica (THF) e os desafios impostos pela evolução tecnológica das máquinas.

Com mais de 100 anos de atuação no desenvolvimento de fluidos para aplicações off-road, a Chevron trabalha com soluções para sistemas hidráulicos, transmissões, equipamentos e tecnologias de frenagem. Segundo Vandagna, a evolução das máquinas tem ampliado a complexidade dos requisitos exigidos dos lubrificantes.

O THF foi apresentado como um fluido multifuncional, capaz de atuar simultaneamente em sistemas hidráulicos, engrenagens, transmissões e freios molhados. Por isso, precisa apresentar estabilidade térmica e contra oxidação, proteção contra corrosão e contaminação, além de controle adequado de fricção.

Esses requisitos são especialmente importantes diante das condições severas de operação. O THF é utilizado não apenas em equipamentos agrícolas, mas também em escavadeiras, máquinas de construção, mineração, caminhões e equipamentos de florestamento.

Vandagna destacou que não existe uma especificação universal para THF. Cada fabricante de equipamentos estabelece requisitos próprios, de acordo com o projeto e as condições de operação. Entre as especificações citadas estão John Deere J20C, CNHI, Kubota, Volvo e ZF.

O executivo também alertou para o uso de especificações antigas. Segundo ele, padrões como o JD303 foram desenvolvidos há décadas e não atendem às necessidades dos equipamentos modernos. A tendência é de maior diversidade de especificações, o que poderá exigir que operadores de frotas mistas trabalhem com diferentes tipos de fluidos.

A evolução do design dos equipamentos também está elevando as exigências sobre os lubrificantes. Máquinas com maior densidade de potência, reservatórios menores, temperaturas mais elevadas e tolerâncias mais rígidas em componentes eletromecânicos demandam maior controle de oxidação, desgaste, limpeza e estabilidade.

Outro movimento destacado foi a busca por intervalos maiores entre trocas de óleo. Com equipamentos mais eficientes e produtivos, os fluidos precisam manter suas propriedades por períodos mais longos, aumentando a importância da formulação adequada e da análise de óleo durante a operação.

A sustentabilidade também começa a influenciar o mercado. Em algumas regiões dos Estados Unidos, municípios já exigem fluidos biodegradáveis para equipamentos utilizados próximos a corpos d’água e áreas ambientalmente sensíveis.

Para o futuro, Vandagna apontou ainda o avanço da autonomia e da inteligência artificial nos equipamentos off-road. Com a redução da intervenção direta dos operadores, os próprios fluidos poderão assumir papel mais estratégico no monitoramento de condições como fricção, desgaste e estabilidade térmica.

A mecanização agrícola em países em desenvolvimento também aparece como vetor de expansão da demanda por THF, enquanto fabricantes avaliam a utilização de fluidos de menor viscosidade para aumentar a eficiência energética.

A apresentação reforçou que a evolução dos equipamentos exige uma mudança também nos lubrificantes. Para Vandagna, desempenho, aprovação dos fabricantes, controle de qualidade e manutenção adequada serão cada vez mais importantes para garantir confiabilidade e ampliar a vida útil das máquinas off-road.

 

Matéria por redação Portal Petrus

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