Mercado de lubrificantes mantém trajetória de crescimento no Brasil

O mercado brasileiro de lubrificantes mantém uma trajetória de crescimento e apresenta oportunidades em diferentes segmentos da economia. O cenário foi apresentado por Marcelo Bragança, CEO de Lubrificantes Vibra, durante o X Congresso Internacional de Lubrificantes e Graxas.

Segundo Bragança, o Brasil está entre os maiores mercados de lubrificantes do mundo, ocupando entre a quinta e a sétima posição. A expectativa é de crescimento superior a 2% ao ano, com projeção de aproximadamente 2,5%, segundo dados apresentados do Sindicom.

Mesmo diante de crises recentes, como a pandemia de Covid-19, conflitos internacionais e a volatilidade no Golfo Pérsico, o mercado brasileiro tem demonstrado resiliência. Além do aumento em volume, o setor também avança em valor, impulsionado pela evolução tecnológica e pela chegada de produtos mais sofisticados.

Entre os segmentos com maior potencial estão o agronegócio, transporte rodoviário, indústria e a frota automotiva. O agro representa mais de 1,5% do PIB brasileiro, enquanto o transporte pelas rodovias responde por parcela significativa da movimentação da riqueza nacional. A expansão da frota, combinada ao envelhecimento dos veículos, também sustenta a demanda por lubrificantes.

A eletrificação deverá avançar no país, mas em ritmo mais lento do que em alguns outros mercados. Mesmo com o aumento da participação dos veículos elétricos, projeções até 2040 indicam continuidade do crescimento do mercado brasileiro de lubrificantes.

Bragança também compartilhou aprendizados de uma visita recente à China, onde realizou um benchmarking de duas semanas sobre operações, varejo, digitalização e produção. A experiência permitiu observar novas formas de comercialização e ganhos de eficiência que podem ser adaptados ao mercado brasileiro.

Para o executivo, escala, segurança no suprimento, logística, tecnologia e suporte técnico serão fatores cada vez mais importantes para as empresas do setor. A venda de lubrificantes tende a deixar de ser exclusivamente transacional para incorporar uma abordagem mais especializada e consultiva.

Parcerias também aparecem como estratégia para ampliar a competitividade, permitindo que empresas concentrem esforços em suas competências principais. Ao mesmo tempo, governança e capacidade de execução foram apontadas como pilares para a perenidade dos negócios, independentemente do modelo societário.

Bragança destacou ainda o posicionamento da Vibra, que atua há mais de 50 anos no mercado e possui presença nas áreas de óleos básicos e lubrificantes acabados. A companhia lançou, em 2024, a primeira embalagem flexível do segmento no mercado brasileiro e prevê novas inovações no portfólio.

Na avaliação do executivo, o avanço do mercado também depende do fortalecimento de uma agenda comum contra práticas irregulares. A retirada de empresas que não cumprem as regras é considerada fundamental para preservar a concorrência e criar um ambiente de negócios equilibrado.

A perspectiva apresentada é de um mercado brasileiro que continuará crescendo e se sofisticando, mas que exigirá das empresas escala, confiabilidade, inovação, governança e capacidade de execução para aproveitar as oportunidades dos próximos anos.

 

Matéria por redação Portal Petrus

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