Lavagem automatizada amplia receitas e transforma postos em centros de serviços

A lavagem automatizada vem ganhando espaço nos postos de combustíveis e se consolidando como alternativa para diversificar receitas, aumentar o fluxo de clientes e transformar o estabelecimento em um centro de serviços. Para Márcia Santos, especialista em lavagem automatizada da Aliare Consultoria e diretora de Lavagem e Conveniência da ABIEPS, o avanço acompanha o crescimento da frota e mudanças no estilo de vida dos consumidores.

“Um dos maiores sintomas é o aumento da frota e o número de verticalizações de moradia, o que impossibilita lavar veículos em casa”, afirma. Segundo ela, a lavagem convencional também enfrenta uma limitação de horário, já que muitos estabelecimentos funcionam justamente quando grande parte dos consumidores está trabalhando.

A automação permite ampliar a capacidade de atendimento, com operação por mais horas, padronização do serviço e maior controle. “Na lavagem manual, o empresário se predispõe a lavar, porém demora mais de 20 minutos para o carro. Já a lavagem automatizada pode chegar a trabalhar 24 horas, com homogeneidade no serviço e gestão total operacional e financeira”, explica.

O potencial também está no aumento da circulação dentro do posto. Márcia estima que uma operação que lava 500 veículos possa chegar a 2.500 com a automação, dependendo da demanda. “Aumentamos até quatro vezes mais a circulação de veículos dentro do posto”, diz.

Para avaliar o investimento, o fluxo de veículos é um dos principais indicadores. Segundo a especialista, um posto que comercializa 400 mil litros de combustível por mês recebe cerca de 16 mil veículos, criando uma referência para estimar a demanda pela lavagem. Espaço físico, localização, comunicação visual, tecnologia e treinamento da equipe também são fundamentais.

Segundo Márcia, os frentistas podem atuar como “consultores de lavagem”, oferecendo o programa mais adequado a cada cliente e integrando o serviço ao abastecimento, troca de óleo e conveniência. “Com isso, se eleva o ticket médio em todos os serviços.”

A gestão de água e produtos químicos também exige atenção, especialmente diante do aumento do volume de atendimentos. Sistemas de reuso e equipamentos adequados são essenciais. Para a especialista, sustentabilidade também pode ser um diferencial de comunicação com o consumidor.

No comportamento do cliente, rapidez, segurança e padronização ganham importância. “O consumidor não tem tempo. Se ele puder ficar dentro do veículo e se retirar rapidamente para seus afazeres, ele vai escolher a máquina automática.”

Na avaliação de Márcia, a lavagem automatizada representa uma mudança de conceito para os postos. “O posto deixa de ser apenas um vendedor de commodity, passa a ser uma referência”, afirma.

 

Matéria por redação Portal Petrus

Crédito Imagem: Divulgação

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CATEGORIAS