Sindipetro-RS cobra explicações sobre restrições no fornecimento de diesel

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), questiona os relatos de falta e restrição no fornecimento de diesel no Estado e cobra explicações sobre o que está acontecendo na etapa de distribuição.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) analisados pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) mostram que, entre janeiro e julho, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, produziu 18,24 milhões de barris de diesel entre janeiro e julho, enquanto o consumo no Estado foi de 15,40 milhões de barris. A produção foi 18,5% superior ao consumo gaúcho.

Em julho, a diferença também foi registrada: a Refap produziu 2,59 milhões de barris, contra 2,13 milhões consumidos no Estado, uma produção 21,9% maior. Segundo o Ineep, mesmo considerando os volumes enviados para outros estados, inclusive Santa Catarina, não é suficiente para justificar uma eventual falta de diesel no estado.

Para Mìriam Cabreira, presidente do Sindipetro-RS, os dados mostram que o problema não está na produção da Refap. “A Petrobrás cumpriu todos os contratos, entregou todo o diesel necessário, dentro do previsto e pelo preço contratado. Então, não existe nenhum motivo para essa ameaça de falta de diesel”, afirma.

O Sindipetro-RS cobra transparência das distribuidoras sobre os volumes recebidos, as cotas praticadas e os critérios utilizados para definir o fornecimento aos postos e demais consumidores. A entidade reforça que o episódio também recoloca em discussão os efeitos da privatização da antiga BR Distribuidora, hoje Vibra Energia, sobre a estrutura de distribuição de combustíveis no país.

 

Crédito Imagem: Canva

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