Sua moto dá sinais: veja quando é hora de fazer uma revisão

O mercado de duas rodas segue em expansão no Brasil. No primeiro semestre de 2026, os emplacamentos de veículos cresceram 16,01% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com as motocicletas entre os segmentos que impulsionaram o resultado. Para o ano, a Fenabrave projeta alta de 10% nas vendas de motos, ampliando ainda mais a presença desses veículos nas ruas e rodovias do país.

Com mais motocicletas em circulação, os cuidados com a manutenção ganham importância tanto para a segurança quanto para o bolso. Identificar sinais de desgaste ou falhas logo no início pode evitar problemas mais graves e reduzir gastos com reparos. O tema ganha ainda mais relevância durante a Semana Nacional do Trânsito, entre os dias 18 e 25 de setembro, período dedicado à conscientização sobre atitudes que contribuem para uma circulação mais segura. Tiago Pereira, gerente de engenharia da Avelloz, fabricante de motocicletas que ocupa a quinta posição consolidada entre as marcas com mais emplacamentos no Brasil, explica que muitos problemas começam com pequenos sinais que acabam ignorados pelos motociclistas. “Barulhos diferentes, dificuldade para dar partida, alterações na frenagem ou mudanças no comportamento da moto podem indicar que algum componente precisa ser avaliado. Adiar a revisão pode transformar um reparo simples em um problema mais complexo e caro”, afirma.

Saiba quais sinais da moto merecem atenção e podem indicar a necessidade de revisão:

Freios: pastilhas, lonas, discos e o sistema de acionamento precisam ser verificados periodicamente. Sinais como ruídos, trepidações, aumento da distância necessária para frear ou alterações na resposta do manete e do pedal merecem atenção imediata.

Pneus: além de conferir o desgaste da banda de rodagem, é importante observar a calibragem e procurar por cortes, deformações ou outros danos. Pneus em boas condições contribuem para a estabilidade e a aderência da motocicleta.

Corrente, coroa e pinhão: o conjunto de transmissão sofre desgaste com o uso e precisa de limpeza, lubrificação e ajuste adequados. Folga excessiva, ruídos ou trancos podem indicar a necessidade de inspeção. “Uma corrente fora da regulagem, por exemplo, pode comprometer o funcionamento do conjunto e acelerar o desgaste de outras peças. A manutenção preventiva é justamente uma forma de identificar esse tipo de situação antes que o problema aumente”, orienta Tiago.

Óleo e filtros: respeitar os intervalos indicados para troca do óleo do motor e substituição dos filtros é fundamental para preservar o funcionamento do conjunto mecânico. O prazo pode variar conforme o modelo, a quilometragem e as condições de uso, por isso a recomendação do fabricante deve ser seguida.

Sistema elétrico e iluminação: farol, lanterna, luzes de freio, setas, buzina e bateria também devem entrar na checagem. Além de contribuírem para o funcionamento da motocicleta, os equipamentos de iluminação são importantes para que o veículo seja percebido por outros usuários da via, especialmente à noite, em dias nublados e chuvosos.

A principal estratégia para evitar gastos maiores é não esperar um problema aparecer para procurar uma oficina especializada. A manutenção preventiva permite acompanhar o desgaste dos componentes e programar substituições, evitando que uma falha comprometa outras partes da motocicleta. Outra recomendação é manter em dia as revisões previstas para o modelo e realizá-las na rede autorizada da fabricante, onde os procedimentos seguem as especificações técnicas e o plano de manutenção indicado para cada motocicleta. Mesmo quando a moto parece estar funcionando normalmente, determinados componentes sofrem desgaste progressivo e podem não apresentar sinais evidentes no início.

“Manutenção preventiva não significa trocar peças antes da hora e, sim, acompanhar o estado de cada componente para fazer a intervenção quando necessário, seguindo as especificações do fabricante. Dessa forma, o motociclista consegue se antecipar aos problemas e ter mais previsibilidade sobre os gastos”, finaliza o especialista da Avelloz.

 

Crédito Imagem: Divulgação/Avelloz

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