ANP revisa regras de segurança operacional na exploração e produção

A Diretoria da ANP aprovou hoje (2/10) a realização de consulta pública, por 90 dias, seguida de audiência pública, sobre a revisão e consolidação da estrutura regulatóriareferente à segurança operacional na exploração e produção de petróleo e gás natural. A proposta trata do regime de segurança operacional para as instalações dessas atividades e do Regulamento Técnico do Sistema de Gestão da Segurança Operacional (SGSO).

A minuta que será submetida à consulta pública incorpora ajustes decorrentes de processo anterior de participação social, no qual foram recebidas 933 contribuições, edo trabalho de aperfeiçoamento realizado pela ANP.

Diante das alterações feitas na proposta desde então, a ANP decidiu realizar uma nova rodada de consulta e audiência públicas, permitindo que agentes regulados e demaisinteressados avaliem o texto atualizado e apresentem novas contribuições antes da deliberação final sobre a resolução.

 

Objetivos

A revisão busca atualizar as regras à realidade atual da indústria e da atuação regulatória da ANP, além de reunir em um único ato normativo conceitos e requisitos fundamentaisde segurança operacional aplicáveis às atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural.

A nova resolução consolidará dispositivos atualmente estabelecidos em cinco normas da ANP:

– Resoluçãonº 43/2007, relativa à segurança operacional das instalações marítimas de perfuração e produção;
– Resolução nº 2/2010, referente à segurança e à integridade estrutural das instalações terrestres de produção;
– Resolução nº 6/2011, que abrange a segurança operacional de dutos terrestres para movimentação de petróleo, derivados e gás natural;
– Resolução nº 41/2015, sobre segurança operacional de sistemas submarinos; e
– Resolução nº 46/2016, relativa à integridade de poços de petróleo e gás natural.
Entre os aspectos considerados na revisão, estão todas as etapas do ciclo de vida das instalações, inclusive a possibilidade de extensão de sua vida útil; as mudançasde operadores decorrentes das transformações ocorridas no setor; a atualização dos requisitos para enquadramento das instalações terrestres de produção; e as lições obtidas pela ANP em ações de fiscalização e investigações de acidentes. A proposta também consideraa utilização de novos sistemas informatizados e referências regulatórias internacionais.
Com a nova norma, a ANP pretende tornar a estrutura regulatória de segurança operacional mais adequada à configuraçãoatual das atividades de E&P, incorporando a experiência acumulada pela Agência na regulação e fiscalização do setor. A proposta mantém como foco a proteção da vida humana e do meio ambiente e a integridade das instalações.
Crédito Imagem: Canva

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