A implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow na Via Anchieta e na Rodovia dos Imigrantes, prevista para entrar em operação em 1º de agosto, elimina um dos principais pontos de interrupção no principal acesso rodoviário ao Porto de Santos. Para o transporte de veículos zero-quilômetro, a substituição das praças físicas por pórticos eletrônicos tende a tornar as viagens mais previsíveis e reduzir o tempo gasto em um dos corredores logísticos mais movimentados do país.
Os novos pórticos substituirão as atuais praças de pedágio e identificarão automaticamente os veículos em movimento. A tarifa dos automóveis passará a ser cobrada na descida e na subida da serra. Para os caminhões, o cálculo continuará considerando a quantidade de eixos apoiados no pavimento, permitindo redução no valor pago pelos veículos que retornam vazios.
Na avaliação do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade patronal que representa mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero-quilômetro em todo o país, a principal mudança não está apenas no novo modelo de cobrança, mas na eliminação de um gargalo operacional que, por décadas, fez parte da rotina dos motoristas.
“Quem trabalha com logística sabe que o problema nunca foi apenas o valor do pedágio, mas o tempo perdido para atravessá-lo. Cada fila interrompe o ritmo da viagem, aumenta o consumo de combustível e dificulta o cumprimento dos horários programados de entrega. Quando essa parada deixa de existir, a operação ganha previsibilidade, melhora o planejamento das viagens e reduz custos ao longo de toda a cadeia do transporte de veículos”, afirma o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho.
*Novo modelo exige adaptação dos transportadores*
Além de eliminar as paradas nas praças de pedágio, o free flow altera a forma de relacionamento entre usuários e concessionárias. Quem utiliza tag eletrônica continuará realizando o pagamento automaticamente. Os demais motoristas precisarão consultar os débitos na plataforma do Governo de São Paulo e efetuar o pagamento dentro do prazo estabelecido.
Os pórticos também passarão a integrar o programa Muralha Paulista, compartilhando informações com a Polícia Militar Rodoviária para reforçar a fiscalização e ampliar o monitoramento nas rodovias.
Para o diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino, a implantação do sistema representa uma mudança operacional que exigirá adaptação dos profissionais.
“O motorista deixa de interagir com a praça de pedágio e passa a administrar uma viagem conectada. A tecnologia precisa simplificar a rotina de quem vive na estrada. Se o acesso às informações de cobrança for rápido e transparente, os benefícios aparecerão naturalmente na operação. Modernizar a infraestrutura também significa tornar o trabalho de quem transporta cargas mais simples, seguro e eficiente”, afirma.
Crédito Imagem: Divulgação